Pesquisadores do Instituto Nacional do Hálito Fresco anunciaram nesta segunda-feira (2) que a vacina contra o mau hálito chegou à terceira fase de testes com resultados animadores (e, segundo a equipe, bem mais cheirosos). Aplicada em 2.400 voluntários, a dose única reduziu em 94% o chamado “passo para trás”, o recuo instintivo de quem escuta alguém falando de perto.
Os voluntários foram submetidos a condições extremas: café com cebola logo cedo, elevador lotado, conversa ao pé do ouvido em festa de família e aquela tia que fala a dez centímetros do rosto. No grupo vacinado, ninguém precisou virar a cara. O grupo placebo teve que ser transferido para uma sala separada, com dois ventiladores ligados.
O que muda se a vacina for aprovada?
A ideia é começar pelos grupos prioritários: casais no primeiro encontro, tias que conversam de perto, passageiros de elevador e quem dá bom-dia antes de escovar os dentes. Os pesquisadores acreditam que a vacina pode acabar de vez com o medo das conversas de perto e, com ele, com a técnica de responder tudo com a mão na frente da boca.
Dúvidas sobre a vacina
Ainda vai ser preciso escovar os dentes?
Sim. A vacina é contra o mau hálito, não contra o dentista.
Tem efeito colateral?
Em 3% dos voluntários, um leve hálito de menta que não passa nem às 3h da manhã.
Protege contra alho e cebola?
Parcialmente. Contra a feijoada de sábado, a eficácia ainda está sendo estudada.
A entrevista coletiva de apresentação dos resultados terminou mais cedo que o previsto. O coordenador do estudo, que faz parte do grupo placebo, decidiu responder às perguntas a menos de 30 centímetros dos jornalistas.
