A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta segunda-feira (2) uma nova categoria para a próxima edição do Oscar: Melhor Atuação em “Não Estou Brava”. O prêmio vai reconhecer, com décadas de atraso, quem garante que está tudo bem de braços cruzados, olhando fixo para a parede (e respondendo “nada” a qualquer pergunta).
Os critérios de avaliação
Segundo o regulamento, os jurados vão analisar a entonação do “tá tudo bem”, a duração do silêncio depois da pergunta “o que foi?” e a força usada para lavar uma louça que já estava limpa. Respostas de uma palavra valem ponto extra, e um “nada” seguido de suspiro garante vaga na final. A primeira lista de indicados já foi divulgada:
Os indicados
- Sueli AmarantePor “tá, faz como você quiser”, dito na saída do churrasco
- Jorge Lima SecoPor “eu não ligo”, seguido de quatro horas sem responder mensagens
- Marlene Ponto FinalPor “Ok.”, com ponto final, no grupo da família
- Thiago RespiraPor “tô ótimo”, enquanto fechava a porta do armário com força
Uma cerimônia sem discurso
Os indicados não vão precisar subir ao palco. A estatueta será entregue em casa, por um apresentador que vai perguntar “tá tudo bem?”. Vence quem responder “tá” da forma mais convincente, sem olhar para a câmera.
Dúvidas sobre a nova categoria
Quem pode concorrer?
Qualquer pessoa que já respondeu “nada” à pergunta “o que foi?”. Ou seja, todo mundo.
Bater a porta conta ponto?
Conta, mas é avaliado como efeito sonoro, que tem categoria própria.
E se o vencedor disser que não quer o prêmio?
A Academia vai entender que ele quer muito e está bravo por não ter ganhado antes.
Na primeira reunião do júri, um dos jurados perguntou se a categoria não era exagerada. A presidente da comissão respondeu, de braços cruzados, que não estava brava. A reunião terminou 40 minutos depois sem que ninguém dissesse mais nada, e ela já é apontada como a grande favorita da noite.
